{ "ova_anoReferencia": 2022, "ova_a": "O Grupo Komatsu é um conglomerado econômico de alcance e liderança globais na produção e comercialização de equipamentos para construção e mineração. Também possui presença relevante no segmento de máquinas industriais, equipamentos florestais, equipamentos de logística, eletrônicos e fornecimento de soluções operacionais associadas. O Banco Komatsu do Brasil S.A (BKB) é um banco múltiplo classificado no Segmento S4, conforme Resolução CMN nº 4.553/17. O principal objetivo do BKB é viabilizar soluções de financiamento aos compradores de máquinas, equipamentos, peças e serviços da marca Komatsu. Nesta esteira, a atuação do BKB busca estar diretamente alinhada com o mercado de atuação, às metas e políticas comerciais das empresas do Grupo Komatsu no Brasil.Para alcançar seus objetivos estratégicos, o BKB estabeleceu como objetivo operar com produtos de crédito amplamente difundidos no mercado de crédito brasileiro, tais como: Crédito Direto ao Consumidor (CDC), Arrendamento Mercantil (Leasing) e Finame. O BKB está sujeito a diversos tipos de riscos inerentes a atuação das instituições financeiras no Brasil. Dado o seu perfil de atuação, o principal risco da instituição está associado ao risco de crédito de seus clientes e contrapartes, entretanto, existem outros riscos associados ao modelo de negócios, tais como: risco de liquidez, risco de mercado, risco operacional, risco socioambiental e o risco de conformidade. Em consonância com a regulamentação do BACEN, a diretoria do BKB estabeleceu um conjunto de ações que visam maior controle e transparência na execução de seus negócios, através do estabelecimento de uma estrutura integrada voltada para o gerenciamento de riscos e do capital de acordo com os preceitos da Resolução CMN no 4.557/17.A estrutura de gerenciamento integrado de riscos e de capital do BKB está dimensionada de acordo com o seu mercado de atuação, a complexidade de seus produtos e o ambiente regulatório em que atua. Esta estrutura estabelece um controle contínuo dos diversos fatores de risco por meio da determinação de limites de apetite de riscos compatíveis com o mercado de atuação, além de responsabilidades e processos que são capazes de promover um adequado monitoramento, através de relatórios tempestivos para a alta administração. Por se tratar de um banco de nicho, com perfil conservador de atuação no mercado, aliado a uma forte cultura de governança corporativa, a diretoria do BKB classifica a instituição como sendo de perfil de risco sistêmico extremamente baixo.", "ova_b": "Governança de Gestão de Riscos A estrutura de gerenciamento integrado de riscos e gestão do capital do Banco Komatsu do Brasil S.A (BKB) conta com um diretor estatutário responsável pela gestão de Riscos e Compliance (CRO). Além das responsabilidades impostas ao CRO, a estrutura de gerenciamento de riscos está configurada de maneira a disseminar a cultura de gestão de riscos na instituição, além de impor responsabilidades para as demais áreas operacionais, que variam de acordo com o tipo de risco que está sendo abordado. Todo o processo de gestão de riscos do BKB está delimitado de acordo com as melhores práticas de governança corporativa, e estão divididos em três linhas de defesa. 1ª. Linha de Defesa - Gestão Operacional: são as áreas de negócios, responsável por identificar, mensurar, avaliar e mitigar os riscos no dia a dia de suas atividades. Estas áreas são responsáveis por manter controles internos eficientes e implementar ações corretivas para resolver deficiências em processos e controles. 2ª. Linha de Defesa – Gestão de Riscos e Conformidade: inclui funções de gerenciamento e monitoramento dos riscos, trabalhando em conjunto com as áreas de negócios para garantir que a 1ª linha de defesa tenha identificado, avaliado e reportado corretamente os riscos de sua atividade. 3ª Linha de Defesa – Auditoria: é representada pelas Auditorias Interna, Externa e Corporativa, que deve revisar de modo independente, sistemático e eficiente as atividades das duas primeiras linhas de defesa, além de contribuir para seu aprimoramento.", "ova_c": "Disseminação da Cultura de Gestão de Riscos A estrutura de gerenciamento de Riscos e Compliance do Banco Komatsu do Brasil S.A. (BKB) possui a finalidade de disseminar a cultura de gestão de riscos através de canais de comunicação, dentre os quais se destacam a Declaração de Apetite de Risco (RAS), o Comitê de Riscos e Compliance e a Política de Gestão Integrada de Riscos. 1. Declaração de Apetite de Risco (RAS) A instituição mantém uma Declaração de Apetite a Riscos (“Risk Appetite Statement – RAS”) com a finalidade de ser um importante instrumento de gestão e controle, que sintetiza a cultura de gerenciamento de risco da instituição, e direciona os planos estratégicos e de negócios, norteando o planejamento orçamentário através da alocação de capital dentro de níveis e tipos aceitáveis de risco, considerando os mercados de atuação, a complexidade de seus produtos e o ambiente regulatório em que atua. Os preceitos mencionados na RAS possuem a finalidade de enfatizar a existência de um processo eficaz de responsabilidades na gestão operacional de riscos e na execução das funções de controle, assim como, para as ações mitigatórias, disciplinares, processos de escalonamento e comunicação quando da violação dos limites pré-estabelecidos. 2. Comitê de Riscos e Compliance (CRC) O comitê de Riscos e Compliance do BKB é composto pelos membros da Diretoria e pelo Superintendente de Riscos e Compliance da instituição. As reuniões deste órgão colegiado são mensais ou, em caráter excepcional, sempre que houver necessidade de deliberação sobre tema específico. 3. Política de Gestão Integrada de Risco O BKB possui um sistema de gestão de controles internos que apresenta políticas integradas de gestão de riscos, contemplando os riscos de mercado, risco operacional, risco de liquidez, risco de crédito, conformidade (Compliance), controles internos, responsabilidade socioambiental, segurança da informação, alçadas e limites, além de divulgação das informações de riscos.", "ova_d": "Mensuração de Riscos O Banco Komatsu do Brasil (BKB) possui instrumentos de mensuração de seus principais riscos inerentes, dentre os quais se destacam: Risco de Crédito O BKB mantém meios, para a mensuração do risco de crédito que permitem a identificação das perdas esperadas, obtidas através de modelo estatístico, e das perdas inesperadas, que indicam a possibilidade de perda em situações adversas ou de estresse macroeconômico. As perdas esperadas devem ser consideradas para fins de cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), conforme preceitos da Resolução CMN nº 2.682/99. Risco de Mercado O BKB não possui a finalidade de atuação em mercado especulativo e, portanto, suas operações estão classificadas na carteira bancária (não-negociação). O BKB utiliza a métrica Economic Value of Equity (EVE), porém com uma metodologia simplificada, para cálculo de mensuração de risco de mercado associado às carteiras de crédito e captações mantidas até o vencimento. O EVE tem a função de medir o efeito no patrimônio e nos resultados da instituição em decorrência de eventos econômicos que podem impactar os preços dos ativos e passivos da carteira bancária da instituição. Risco de Liquidez BKB estabelece meios, através de ferramentas de gestão para a mensuração do risco de liquidez que permitem a identificação tempestiva do risco de liquidez com informações diárias para a alta administração em relação ao nível de liquidez para um horizonte de 90 (noventa) dias. Este relatório diário permite o acompanhamento pela área de gestão de riscos, de modo a identificar qualquer sinal de extrapolação dos limites mencionados na RAS. Risco Operacional A área de gerenciamento de Riscos e Compliance é responsável pela estrutura de gestão do risco operacional, assim como pela manutenção de um sistema estruturado que possibilita: a captura tempestiva e classificação dos incidentes de acordo com o tipo e relevância, a manutenção de matriz de risco operacional, a identificação da causa raiz dos eventos de perdas operacionais e a manutenção da base de perdas para fins de gerenciamento dos limites estabelecidos na RAS. Risco Socioambiental O BKB adota uma série de procedimentos de gestão de riscos que visam a mitigação do risco socioambiental na admissão de novos clientes, no relacionamento com seus colaboradores e na condução de seus negócios. Tais práticas passam pela manutenção de um ambiente de trabalho colaborativo e seguro, além de procedimentos aplicados a clientes e fornecedores que envolvam pesquisas relacionadas com: licenciamento ambiental de acordo com a atividade de seus clientes e fornecedores, práticas ilegais de trabalho escravo e/ou infantil, além de danos ambientais causados pela atividade da empresa analisada. No que tange ao monitoramento do risco socioambiental na carteira de crédito, o BKB classifica seus clientes em três níveis de risco, conforme segmento de atuação da parte relacionada. Risco de Não Conformidade O gerenciamento do risco de não-conformidade se dá através do código de conduta e de manuais internos, que norteiam a forma e procedimentos a serem adotados na realização de negócios e na manutenção do relacionamento com clientes, usuários dos produtos e serviços oferecidos, além de: clientes internos, correspondentes bancários, fornecedores, colaboradores e demais pessoas impactadas pelas suas atividades.", "ova_e": "Sistema de Monitoramento e Comunicação de Riscos O processo de monitoramento e comunicação de riscos para a alta administração se dá basicamente através relatórios gerenciais, que abrangem todos os níveis de riscos e são discutidos com os membros diretoria através das reuniões do Comitê de Riscos e Compliance (CRC).", "ova_f": "Testes de Estresse De acordo com a complexidade de suas operações, produtos e mercado de atuação, o BKB estabelece um estudo periódico para avaliar de maneira prospectiva o impacto no capital da instituição diante de situações adversas de mercado, ou que tenham potencial de quebra de premissas de resultados consideradas no seu planejamento estratégico. O programa de Teste de Estresse é definido como um conjunto de medidas, processos e rotinas que visam identificar potenciais vulnerabilidades da instituição diante de situações adversas em seu mercado de atuação. Os cenários considerados no programa de teste de estresse são um conjunto de premissas previamente definidas, que abrangem os fatores de risco relevantes e concentrações significativas, que visam estabelecer níveis severos de quebra da normalidade dos indicadores de risco. Os cenários também são elaborados de maneira a considerar os efeitos decorrentes da interação entre os diversos fatores de riscos existentes. Adicionalmente podem ser consideradas análises de sensibilidade, que visam identificar limites máximos de tolerância de um ou mais indicadores de risco que possuem impacto direto no capital da instituição. Os limites máximos de tolerância obtidos nas análises de sensibilidade possuem a finalidade de identificar situações em que o capital e a liquidez da instituição possam ficar abaixo dos limites estabelecidos na RAS." , "ova_g": "Declaração de Apetite de Risco (RAS) Em consonância com a regulamentação do BACEN, a diretoria do BKB estabeleceu um conjunto de ações que visam maior controle e transparência na execução de seus negócios, através do estabelecimento de uma estrutura de gestão integrada de riscos. Nesta esteira, a instituição mantém uma Declaração de Apetite a Riscos (“Risk Appetite Statement – RAS”) com a finalidade de ser um importante instrumento de gestão e controle, que sintetiza a cultura de gerenciamento de risco da instituição, e direciona os planos estratégicos e de negócios, norteando o planejamento orçamentário através da alocação de capital dentro de níveis e tipos aceitáveis de risco, considerando os mercados de atuação, a complexidade de seus produtos e o ambiente regulatório em que atua. Os preceitos mencionados na RAS possuem a finalidade de enfatizar a existência de um processo eficaz de responsabilidades na gestão operacional de riscos e na execução das funções de controle, assim como, para as ações mitigatórias, disciplinares, processos de escalonamento e comunicação quando da violação dos limites pré-estabelecidos.", "ova_h": "Gerenciamento de Capital Patrimônio de Referência O processo de gestão de capital do BKB está centrado no acompanhamento mensal da adequação do patrimônio de referência PR (Demonstração de Limite Operacional - DLO), e visa assegurar que a instituição mantenha uma sólida base de capital para apoiar o desenvolvimento de suas atividades. O Patrimônio de Referência (PR) utilizado para cumprir os limites operacionais detalhados na Resolução n° 4.955 do Conselho Monetário Nacional, consiste no somatório do Capital de Nível I e Capital de Nível II, onde: Capital de Nível I: composto pelo Capital Principal, apurado a partir do capital social, contas de reservas e lucros retidos menos deduções e ajustes prudenciais, bem como pelo Capital Complementar; Capital de Nível II: composto por instrumentos elegíveis, primordialmente dívidas subordinadas, sujeito a limitações prudenciais. Ativos Ponderados pelo Risco O requerimento de capital aplicado a instituições financeiras é determinado pela Resolução n° 4.958 do Conselho Monetário Nacional, obtido pelo montante dos ativos ponderados pelo risco, que é calculado pela somatória das parcelas: RWAcpad: parcela relativas à exposição ao risco de crédito. RWAopad: parcela relativas à exposição ao risco operacional. RWAmpad: parcela relativas à exposição ao risco de mercado. O RWA_cpad é estabelecido de acordo com a Circular n° 3.644 de 2013 do BACEN que estabelece os procedimentos para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA) referente às exposições ao risco de crédito. O RWA_opad segue as determinações legais para o cálculo do RWAopad contidas na Circular n° 3.640 de 2013, a exposição ao risco operacional é calculada semestralmente com datas de 30 de junho e 31 de dezembro. O BKB estabeleceu o BIA – Abordagem do Indicador Básico - com modelo de cálculo de sua exposição de risco operacional. As Instituições financeiras têm que manter patrimônio líquido mínimo de 8,0% dos seus ativos consolidados ponderados por graus de risco, acrescidos de percentuais sobre os riscos de créditos, em ativos e passivos referenciados em variação cambial e em variação da taxa de juros, conforme normas e instruções do BACEN. Em 31 de dezembro de 2022 o Banco está enquadrado neste limite operacional, onde o índice de capital corresponde a 23,54% (32,96% em 31 de dezembro de 2021). Em complemento aos requerimentos mínimos de capital, a partir do 4º exercício de 2015, entrou em vigor a Circular nº 3.748/15 do BACEN, que incorpora o Índice de Razão de Alavancagem (RA) ao arcabouço de Basileia III no Brasil. A RA é definida como a razão entre Capital de Nível I (capital de mais alta qualidade mantida pelos bancos) e Exposição Total (calculada nos termos da referida Circular). O índice de Alavancagem do Banco Komatsu do Brasil é de 23,05% (28,55% em 31 de dezembro de 2021). De acordo com a legislação vigente o BKB elabora um plano de capital que é revisado anualmente, em conjunto com o planejamento estratégico, e possui a finalidade de avaliar a necessidade de capital regulatório para fazer frente aos objetivos da instituição para um horizonte de 3 (três) anos. ", "ova_outros": [] }